DIA 18 – SEXTA-FEIRA
24ª SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Dai paz, Senhor, aos que em vós esperam, para confirmar a veracidade dos vossos profetas; escutai as preces do vosso servo e vosso povo, Israel (Eclo 36,18).
A ressurreição de Cristo é nossa única força e esperança. Ele “ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram”, isto é, como primeiro de todos os que nele ressuscitarão, no último dia. Nesta celebração, recordemos com gratidão a presença das mulheres na Igreja, como modelos de empenho no serviço do Reino.
Primeira Leitura: 1 Coríntios 15,12-20
Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 12se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado – contra Deus – que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato, ele não o teria ressuscitado – se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos – de todos os homens – os mais dignos de compaixão. 20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 16(17)
Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.
1. Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! / Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! – R.
2. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! / Mostrai-me vosso amor maravilhoso, † vós que salvais e libertais do inimigo / quem procura a proteção junto de vós. – R.
3. Protegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me à proteção de vossas asas. / E verei, justificado, a vossa face, / e, ao despertar, me saciará vossa presença. – R.
Evangelho: Lucas 8,1-3
Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. – Palavra da salvação.
As palavras dos Papas
Jesus (…) escolheu entre os seus discípulos doze homens como Pais do novo Israel, escolheu-os para “estarem com Ele e para os enviar a pregar”. Este fato é evidente mas, além dos Doze, colunas da Igreja, pais do novo Povo de Deus, são escolhidas no número dos discípulos também muitas mulheres. (…) Em primeiro lugar, o pensamento dirige-se naturalmente à Virgem Maria que, com a sua fé e a sua obra materna, colaborou de modo único para a nossa Redenção (…) Há depois várias mulheres, que a diversos títulos gravitam em volta da figura de Jesus, com funções de responsabilidade. São exemplo eloquente disto as mulheres que seguiam Jesus para o assistir com os seus bens e das quais Lucas nos transmite alguns nomes: Maria de Magdala, Joana, Susana e “muitas outras” (cf. Lc 8, 2-3) (…) Também no âmbito da Igreja primitiva a presença feminina não é de modo algum secundária. (…) A história do cristianismo teria tido um desenvolvimento muito diferente, se não houvesse a generosa contribuição de muitas mulheres. Por isso (…) “a Igreja rende graças por todas e cada uma das mulheres”. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 14 de fevereiro de 2007)
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