
DIA 8 – SEGUNDA-FEIRA
10ª SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
O Senhor é minha luz e salvação, de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? São eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem (Sl 26,1s).
O caminho das bem-aventuranças contradiz os falsos profetas e consola aqueles que são perseguidos por causa do Reino de Deus. Ao celebrar esta santa Eucaristia, alegremo-nos e exultemos, pois, no deserto da vida, o Senhor se revela como nosso alimento, socorro e salvação.
Primeira Leitura: 1 Reis 17,1-6
Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 1o profeta Elias, tesbita de Tesbi de Galaad, disse a Acab: “Pela vida do Senhor, o Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá nestes anos nem orvalho nem chuva, senão quando eu disser!” 2E a palavra do Senhor foi dirigida a Elias nestes termos: 3“Parte daqui e toma a direção do oriente. Vai esconder-te junto à torrente de Carit, que está defronte ao Jordão. 4Lá beberás da torrente. E eu ordenei aos corvos que te deem alimento”. 5Elias partiu e fez como o Senhor lhe tinha ordenado, e foi morar junto à torrente de Carit, que está defronte ao Jordão. 6Os corvos traziam-lhe pão e carne, tanto de manhã como de tarde, e ele bebia da torrente. – Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: 120(121)
Do Senhor é que me vem o meu socorro, / do Senhor que fez o céu e fez a terra!
1. Eu levanto os meus olhos para os montes: / de onde pode vir o meu socorro? / “Do Senhor é que me vem o meu socorro, / do Senhor que fez o céu e fez a terra!” – R.
2. Ele não deixa tropeçarem os meus pés, / e não dorme quem te guarda e te vigia. / Oh, não! Ele não dorme nem cochila, / aquele que é o guarda de Israel! – R.
3. O Senhor é o teu guarda, o teu vigia, / é uma sombra protetora à tua direita. / Não vai ferir-te o sol durante o dia, / nem a lua através de toda a noite. – R.
4. O Senhor te guardará de todo mal, / ele mesmo vai cuidar da tua vida! / Deus te guarda na partida e na chegada. / Ele te guarda desde agora e para sempre! – R.
Evangelho: Mateus 5,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia.
Alegrai-vos, vós todos, porque grande há de ser / a recompensa nos céus que um dia tereis! (Mt 5,12) – R.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. – Palavra da salvação.
As palavras dos Papas
No monte, Cristo entrega aos discípulos a nova lei, não já aquela escrita em pedras, mas nos corações: é uma lei que renova a nossa vida, tornando-a boa, mesmo quando para o mundo parece fracassada e miserável. Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos (cf. vv. 3-4), porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça (cf. vv. 6.9), porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria (vv. 5.7-8), porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: «Exultai e alegrai-vos» (v. 12). Estas Bem-aventuranças permanecem um paradoxo apenas para aqueles que acreditam que Deus é diferente do modo como Cristo o revela. Quem espera que os prepotentes continuarão sempre senhores da terra, surpreende-se com as palavras do Senhor. Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que com todos partilha a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz. É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos. (Papa Leão XIV, Angelus de 1º de fevereiro de 2026)
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